C de Croché e Os Naperãos

by C de Croché

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O disco roque de C de Croché, acompanhado pel'Os Naperãos: Filipe a Graça na guitarra-herói, Didi na viola-baixo precisa e Nuno Pontes nos tambores ribombantes.

credits

released 19 November 2011

Todas as letras e músicas por C de Croché
Gravado numa garagem algarvia e masterizado por Sebastien Matias
Produzido e misturado por Filipe da Graça
Trabalho Gráfico de C de Croché sobre um quadro original de Carlos Boto

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Track Name: Roque Quadrado
Eu sou o C de Croché
E estou basicamente encarregue do parlapiê
Filipe da Graça é quem descontrói
Ele e a sua fiel guitarra-herói

Nós somos C de Croché e Os Naperãos

Só um gajo chamado Didi
É que podia tocar um baixo tão cool assim
E quando os tambores de índios estão cheios
É o Nuno Pontes que os ataca sem rodeios

Nós somos C de Croché e Os Naperãos

Agora que já nos conhecemos
Que o gelo foi quebrado
Era de bom tom avisar-vos
Que isto não é trad-roque, não é fado

Agora que já nos conhecemos
Que o gelo foi quebrado
Era de bom tom avisar-vos
Que isto não é folclore reciclado

É só roque quadrado
É só roque ao quadrado
Track Name: Motim com Bounty
Minha flor, há séculos que ando para te perguntar
Por essa marca no teu dedo anelar
Que teima em não se dissipar
Que só dá em amarelar

Quero que saibas que hoje escrevi uma canção pope
Que me chegou como tu, despida e a galope
Não é sobre ti, é sobre um certo je ne sais quoi
Que não sei o que é, mas que está lá

Minha flor, há que tempos que me ando a questionar
Será que meio corpo te chegará para brindar?
Na marquise penduras a lingerie preta
E não dás ares a essa tal de Julieta

Já deves ter reparado que hoje escrevi uma canção pope
Que tal como tu, só precisa de um ou outro retoque
Não é sobre ti, é sobre esse generoso chá
Que não sei de que é, mas que ferves por lá

O motim alastrou-se
À travessa da água-da-flor
Mas continuas na graça do Senhor
Enquantos te lambuzas com o teu chocolate
É de cocô o teu chocolate
Track Name: Hasta lo Verano, Siempre!
Quando eramos putos era sempre Verão
O sol fartava-nos de paixão
Desafiávamos as ondas e a congestão
De peito aberto e de calção

Quando eramos putos era sempre Verão
Dos quentes, como no pós-revolução
Depois vieram os anos noventa e em cada canção
Chovia como se fosse o armagedão

Agora somos adultos e não é em vão
Que instauramos a ditadura do Verão

Este Inverno vamos todos apanhar um ganda escaldão

Agora somos adultos e deu em proclamação:
Daqui para a frente, é sempre, sempre Verão!!!

Este Inverno vamos todos apanhar um ganda escaldão
Track Name: Centímetros Cúbicos
Fazer-me às tuas curvas como o Randy Mamola
É o que este sorriso tentava sugerir
Derrapar, queimar borracha, enfim, dar espectáculo
E eventualmente cair

Encosto às boxes para abastecer e mudar de pneus
Embora voe com o punho trancado
Mas isto está com ar de quem vai demorar
E o teu piso está a ficar molhado

Passei incólume na tua escapatória
Já sentia o cheiro a vitória
Mas antes de ver o xadrez
Vi o motor partir-se em três

Passam por mim a abrir e dizem-me que não mordes
Mas eles que pulverizem os teus recordes
Eu cá conheço a tua chicane
E depois não há quem os desempane

Passei incólume na tua escapatória
Já sentia o cheiro a vitória
Mas antes de ver o xadrez
Vi o motor partir-se em três
Track Name: Leões no Brasil
Tropicalismo amansado
Exotismo embargado
O futurismo ficou no passado
Devoluto, nunca reclamado

Novelismo rebuscado
Orgulho acicatado
Escapar à bruma do fado
Bolinar pelo misticismo cerrado

Hoje reclamo o meu quinhão
E navego sem pavilhão,
Vai ser tudo menos cool
Lá nos mares do sul

Vou deixar pós putos a América e partir
Para um qualquer Brasil, onde há leões mil